Thaís Porto

Texto: Luan Herdi

Por tudo aquilo que não pode ser dito. Acorde e ascenda um cigarro. Tire uma soneca após lanchar um sanduíche sem glúten e sem lactose. Saia pela rua sem itinerário, mas volte a tempo de estudar para a prova de amanhã. Fique sem falar com sua mãe por três dias, mas ligue para ela quando entrar no ônibus. Por todas as diferenças que se tornam irrelevantes.

Eu me importo, mas finjo que não me importo. De tanto demonstrar que não me importava, me enganei sem querer no que realmente importa. Agora já não entendo mais nada. Se o que eu disse uma vez, vão dizer pra mim que o que eu disse que disseram que as histórias se repetem, mas de jeitos diferentes do jeito que o primeiro disse, pois ninguém diz do mesmo jeito, então não tem mais jeito. Não tem jeito. É exatamente assim. Cheio de macetes. Aperte aqui para desprender ali. Afrouxa lá para trazer pra cá. Puxa esse para levar aquele. É como aquele caminho para casa que você faz todo dia. Você já sabe onde acelerar, onde frear, quando desviar dos buracos e como fazer as curvas, mas nunca é a mesma coisa.

Por tudo aquilo que estamos sempre prestes a ganhar. Quando percebemos que a iminência de ganhar está tão próxima da iminência de perder, tudo se torna muito mais bambo. E aí fica tão interessante, tão viciante, tão instigante. Será que você consegue se equilibrar?  Muitos chamam de jogo. Não deixa de ser. É preciso mexer nas peças certas, mas de repente, você está em cheque. E agora? Como vai sair dessa? Qual seria a melhor jogada? Na verdade não interessa a jogada, e sim jogar. Afinal, todos os jogos se ganham do mesmo jeito: jogando.

Por toda entrega ao desconhecido. A qualquer momento você pode se surpreender! É como andar no escuro, nunca se sabe a distância da parede. Você simplesmente pode bater de cara em seu próximo passo. Mas nós deixamos de dar o passo? Por que será que uma janela do quinto andar é tão convidativa? Se eu pular, será que me machuco muito ou pouco? Não interessa. Não interessa se você sofrerá arranhões, fraturas expostas, hemorragias ou até entrar em coma. O que importa é que você pensou em pular. É exatamente assim. Cheio de imaginação. “E se”… “Já pensou se”… “Como seria se”… É exatamente assim. Te faz gastar um tempo, que nunca vamos descobrir o quanto, confabulando situações mirabolantes que talvez nunca aconteçam. Talvez! Por isso importa.

Por tudo isso… Pelo que esquece as diferenças, pelo que importa, pelo que não te deixa entender, pelo que ganhamos e perdemos, pelo que vicia, pelo que te faz pensar e imaginar. É exatamente assim! Por tudo aquilo que não pode ser dito, o amor.

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